Autismo e o problema com a poda sináptica
  • Olá colegas,
 
  • Desde a nossa etapa embrionária e até mais ou menos os 2 anos de idade, acontece em nosso cérebro um processo assombroso: a sinaptogênese. Nessa etapa, nosso cérebro chega a criar até 40.000 novas sinapses por segundo.
  • Durante esses meses, as crianças têm mais neurônios do que elas de fato precisam. Por isso, pouco a pouco e à medida que o cérebro vai se especializando, as conexões mais úteis vão sendo fortalecidas, e o resto vai sendo eliminado.
  • Essa poda sináptica acontece principalmente no córtex cerebral. Desse modo, vão sendo fortalecidos e vão se especializando os processos que regulam as funções executivas como o pensamento, a análise, a reflexão, a atenção…
  • Chegada a adolescência, a poda elimina quase metade dessas sinapses corticais.
  • No estudo realizado na Universidade de Columbia, foi possível ver que no caso das crianças com TEA, essa poda sináptica só chegava aos 16% e não aos 50% como nas outras crianças.
  •  O Dr. Paulo Liberalesso explica que quando um bebê esta se formando, a quantidade de neurônios e sinapses é gigantescamente maior do que a quantidade necessária. Por volta dos 18 meses, o cérebro começa a selecionar quais são importantes, e a partir de 12 meses começa a cancelar sinapses desnecessárias. Nas crianças com autismo há uma poda ineficiente e cancela sinapses que eram necessárias e entram no TEA. Essa é a primeira grande poda e na adolescência acontece outra, quando, surge a esquizofrenia. ou seja, a causa inicial é muito semelhante entre TEA e esquizofrenia.
  • Segundo a cartilha emitida pela OEA – Organização dos Estados Americanos (2010, p. 29-30), durante a etapa pré-natal e a primeira infância, o cérebro produz muitos mais neurônios e conexões sinápticas de que chegará a necessitar, como uma forma de garantir que uma quantidade suficiente de células chegue a seu destino e que conectem-se de forma adequada. No entanto, para se organizar, o sistema nervoso programa a morte celular de vários neurônios (apoptose) e a poda de milhares de sinapses que não estabeleceram conexões funcionais ou que “já cumpriram sua tarefa”. As sinapses que envolvem “neurônios competentes e ativos na rede” são as que permanecerão e a funcionalidade de cada um destes circuitos neuronais é o que nos permitirá aprender, memorizar, perceber, sentir, mover-nos, ler, somar ou emitir, desde respostas reflexas até as mais complexas análises relacionadas à física quântica.

    Essa “poda neural” ocorre de forma bem intensa próximo dos 2 anos de idade e próximo dos 15 anos de idade. Nos casos de autismo regressivo acredita-se que essa poda é feita de forma errada, MENOR do que deveria, deixando o cérebro com mais sinapses do que um cérebro neurotípico (normal), ao invés de ser comunicação vira ruído.

  • Quanto antes entrar com intervenção mais eficaz será o tratamento e a criança poderá recuperar habilidades ou ser treinada para fazê-las!
  • Abraços Inclusivos!
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